quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Sabe, Sabino?

"- Imagine um elefante – disse ele.
- Um elefante – disse o garçom.
- Imagine dois.
- Hum...
- Um, não: dois!
- Eu sei: dois.
- Imagine três. Dez. Vinte.
- Vinte elefantes – sorriu o garçom.
- Agora, imagine cem, duzentos, mil.
- Mil?
- Mil. Se você é capaz. De mil, cinqüenta mil, cem mil elefantes. Você é capaz?
- ...
- Pois agora imagine um milhão. Um milhão de elefantes galopando, um milhão! Já imaginou?
- Poeira, hein?
- Poeira, nada: elefantes! Um milhão. Um bilhão, chega?
- Um bilhão – o garçom repetiu.
- Novecentos bilhões. Novecentos e noventa e nove trilhões! de elefantes. Não posso mais. Acho que chega, você que acha?
- É muito elefante – concordou o garçom.
- É: muito. Pois agora você imagine uma pulga.
- Uma pulga – e o garçom suspirou, resignado.
- Isso: novecentos e noventa e nove trilhões de elefantes, de um lado: e uma pulga, do outro lado. – Morou?
- Não.
- É o terror – arrematou ele. – Me dá um uísque."