Ela tem uma flor no cabelo. Sei, tantas tem, não? É um motivo bobo pra se gostar de alguém. Pra verdade, tem bom motivo pra gostar? Conheço uma enfermeira, ela cuida de gente velha morrendo. Domingo, de manhã, faz caminhada na lagoa. Não mora com a mãe, mas ainda compra as mesmas margaridas toda vez que vai lá. Apaixonável, sim, linda também. No entanto, ela não tem uma flor no cabelo. Detalhe banal, meu Deus. Flor, o que tem uma flor? E tinha que ser azul. Se fosse vermelha seria mais fácil não me apaixonar. Vermelha, latina demais. É azul, tão difícil de encontrar.
É simples a flor dela, é simples ela toda. Ela fica vermelha quando penteio o cabelo dela. É bonito de ver, principalmente de manhãzinha. Ela é mais branca e fica mais vermelha, e sempre com a flor no cabelo. Ela acorda logo vai ao vaso e arranca uma. Põe no cabelo e sorri. Sorri infinito e nem parece que a flor só dura um dia.
Tentei deixar duas vezes. O problema maior é as árvores, nessa época com tantas flores. De todas as cores, mas nunca azul. Azul só ela.

2 comentários:
Que narcisístico da sua parte! Colocar vc me olhando, mas na verdade me vigiando e se olhando! hum!
eu gosto muito do q vc escreve, sempre gostei. Beijos, meu caro amigo!
dando uma de luana piovani, bella? hahahahaha
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